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O Destino nos Relacionamentos

como delinear o destino dos relacionamentos

Regra geral, quando os relacionamentos estão a correr mal, e enquanto estamos envolvidos no meio do “vulcão que está em erupção”, não temos tão bom distanciamento emocional. A chave é o autoconhecimento, e as relações são um caminho incrível para o autoconhecimento. Por Marina Almeida

Estou destinada(o) a esta relação? Porque é que perdi a minha autoestima naquele relacionamento? Eu deveria saber melhor e ter saído

daquela relação antes! Não consigo entender o que vi nela/nele?!

Perguntas relevantes e que dão a volta à nossa cabeça!

relacionamentos a que chamamos de “difíceis”.

O destino nos relacionamentos é algo simples de explicar e complexo ao mesmo tempo. Regra geral, quando as coisas estão a correr mal, e enquanto estamos envolvidos no meio do “vulcão

que está em erupção”, não temos tão bom distanciamento e discernimento

emocional, e entender o que é isto de - destino numa relação- torna-se, por vezes, complexo.

Vamos abordar alguns conceitos e ideias:

1. O que vemos no outro está em nós.

“Ups” Será mesmo??? Não, não pode ser! Eu não sou como ela/ele, aliás eu sou o oposto!” pensa o leitor.

A nossa sombra, difícil de aceitar, vai ser mostrada através do outro

com quem nos relacionamos. E aqui falamos de relacionamentos amorosos, relacionamentos entre pais e filhos ou outro tipo de relacionamentos. que nos é mostrado muitas vezes através de quem nos relacionamos.

O que poderá ajudar a obter relacionamentos mais saudáveis, é sem dúvida o autoconhecimento. E

o autoconhecimento também se faz

através de relacionamentos menos

saudáveis, e dos mais saudáveis.

Ao conhecer não só os dons e

qualidades, mas igualmente as sombras os medos ocultos, vai trazer consciência acerca dessas partes de si mesmo que acabam por, por rejeição, entrar em conflito com o outro (está, na verdade tão somente a rejeitar partes

"Existe hoje em dia uma maior liberdade pessoal (felizmente), e existe hoje em dia uma grande pressa de construção de algo que leva tempo"

de si mesmo, que ou desconhece, ou já teve algum vislumbre, mas não são fáceis de aceitar).

2. Existem relacionamentos predestinados?

Existem lições a aprender, existem partes de nós mesmos a conhecer e os relacionamentos são, na verdade um formato existente para que nos possamos conhecer melhor.

Assim sendo, estamos predestinados a aprender certas lições por via dos relacionamentos, uns mais que outros; numas fases mais que noutras. E tudo depende de cada um de nós, o que traz uma visão de enorme liberdade, mas igualmente de grande responsabilidade.

Conhecer e reconhecer o que o outro desperta em nós, é um ensinamento grande.

Porque nem tudo é mau, muitas vezes os relacionamentos também existem

para nos “salvar”. Bem, vou clarificar… nós salvamo-nos a nós mesmos através

"O destino nos relacionamentos é algo simples de explicar e complexo ao mesmo tempo"

o outro facilita o nosso processo de salvação (leia-se facilita o nosso processo autoconhecimento, que é como quem diz de salvação).

3. O apego afetivo nos relacionamentos

“Vivo para ele ou ela”, “Ele é tudo para mim”, “Ele ou ela é a coisa mais importante da minha vida”.

Parecem afirmações de amor... parecem, mas não são. São na verdade afirmações de Desamor! De Desamorpróprio.

Para si que me está a ler, digo alto e em boa voz “A pessoa mais importante da sua vida é você próprio. É o próprio leitor.”

Bom, quando não for, ele - o relacionamento- deixará simplesmente de existir! Porque razão seja que finalize, o relacionamento começa e acaba sempre no momento certo.

Se está a viver algum relacionamento menos saudável (e colocando de parte, situações extremas de não saudável como violência de qualquer espécie que seja), este momento/ relacionamento poderá ser um bom momento para aprender mais de si próprio(a). Através do relacionamento poderá perceber o que procura no outro, ou dito de outra forma, que vazio em si, está a ser preenchido pelo outro? Que medos ficam ativos nesse relacionamento? O que rejeita no outro (que, na verdade está em si próprio ainda que esteja oculto)? O que, ou quem, essa pessoa o/a faz lembrar? E essas memórias que emoções trazem? Etc etc etc

Agora falando um pouco da mudança de paradigma nos relacionamentos.

diferentes dos tempos de uns anos atrás. Existe hoje em dia uma maior liberdade pessoal (felizmente), e existe hoje em dia uma grande pressa de construção de algo que leva tempo.

O Eu, o Outro e o Nós, leva muito tempo a ser construído; aliás, é uma construção que não acaba. Enquanto existirem dois seres em relação, a construção será uma constante e precisa ser feita continuadamente/ diariamente.

Temos hoje em dia maior aceitação da diferença (felizmente), mas, ao mesmo tempo vivemos tempos em que o limite de aceitação do outro que se relaciona connosco, chegou a níveis muito baixos.

Neste paradigma atual, o voltar-se para si mesmo, o autoconhecimento ajudará como não pode imaginar!

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